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Histórico

Em 1980, o médico da Gráfica, Dr. Gilberto, convencia a diretoria da Gráfica a criar um setor que pudesse, por meio de atividades esportivas e recreativas, diminuir o estresse dos funcionários e ainda promover a integração. Foi então alugado um terreno vazio para se fazer uma praça esportiva. Contudo, a construção não foi feita de maneira ordenada e com investimentos. A idéia foi aproveitar os materiais sucateados da Gráfica. A mão-de-obra não foi contratada; os próprios funcionários foram fazendo a construção, com banheiros e vestiários totalmente de madeira, assim como a cantina e as divisórias do campo e da quadra.

Essas instalações foram logo danificadas e não atendiam aos critérios nas questões de higiene e segurança. Foram então construídos, em alvenaria, novos vestiários e banheiros, reformada a quadra poliesportiva e o campo de futebol society, que era de areia retirada do Rio Tietê. Alguns anos depois, o campo foi refeito com saibro e uma camada fina de areia especial, acabando com os buracos e também diminuindo os riscos de lesões aos praticantes desse esporte.

O setor da empresa que administrava o Centro de Lazer chamava-se COOLAZER. Logo foi também criada a Coolazer da Editora, com administração própria, localizada no antigo Curtume e que passou a dividir os espaços do CL.

O sonho de se constituir um Grêmio vem da mesma data. Muitos lutaram por essa idéia no decorrer do tempo, entre eles um vice-presidente da Gráfica, Sr. RICARDO FISHER, jogador e integrante de uma das melhores equipes de basquete da época. Juntos conseguiram registrar o GRÊMIO RECREATIVO PENINHA, entidade essa que, apesar da influência e do interesse dessa importante pessoa, nunca foi implantada.

Aproximadamente em 1987, a Editora fecha sua Coolazer, por entender que seus funcionários não precisavam dela. O setor Coolazer da Gráfica em 1988 resolve atender também os funcionários da Editora e continua a administrar e a desenvolver os eventos que lhe eram atribuídos. A participação e a cobrança sobre o setor cresceram, assim como os custos, cobertos unicamente pela Gráfica. Anos depois negociaram a divisão desses custos com as empresas do Grupo, ficando a maior parte ainda para a Gráfica.

A fim de tornar-se menos oneroso, o setor passou a desenvolver eventos e promoções na área comercial e convênios que lhe pudessem dar certo retorno financeiro. Porém, a diretoria da Gráfica sentia-se no direito de utilizar aqueles recursos para realizar a Festa de Natal e a entrega dos brinquedos da Gráfica.

O sonho de constituir uma entidade que representasse os funcionários da empresa continuou: cada vez mais gente somava-se à idéia. Não demorou muito para formar um grupo com33 funcionários de diferentes segmentos profissionais, que passou a reunir-se para alinhavar os estatutos e objetivos dessa entidade.

Foi criada então a ACERGA: Associação Cultural, Esportiva e Recreativa do Grupo Abril, por meio de uma Assembléia no dia 20 de abril de 1993 (este mês foi escolhido por levar o nome da empresa). Além de toda a proposta de trabalho, foram estabelecidos dois importantes objetivos: o primeiro, construir um clube em São Paulo e o segundo, construir uma colônia de férias.

O detalhe mais importante da preocupação de seus fundadores era que todos os participantes tivessem absolutamente os mesmos direitos, por isso, efetivaram a mensalidade com valor único (inicialmente com 2 reais). O próximo passo seria "vender" a idéia à diretoria da empresa.

Chegou o mês de agosto do mesmo ano. Vieram as dificuldades e a empresa anuncia nos quadros de acrílico o término do setor e do CL. Foi então que a diretoria da ACERGA foi recebida pelo VP de RH Corporativo Sr. JOSÉ WILSON, para discutir a decisão divulgada e, ao mesmo tempo, apresentar o Estatuto e projeto ACERGA, alternativa para que não terminasse de maneira melancólica todo o trabalho já realizado no âmbito social e que trouxera melhorias na qualidade de vida dos funcionários. Logo foram realizadas várias reuniões entre os VPs da empresa, que acabaram finalmente por liberar a implantação da nova entidade, sonho de muitos, há mais de quarenta anos.

Em setembro do mesmo ano, foi realizada uma campanha produzida pelo departamento de criação da Abril, em cartazes espalhados e distribuídos por todas as empresa do Grupo, com frases de efeito: primeiro "O QUE VOCÊ FAZ COM 2 REAIS?". Segundo, "COM 2 REAIS VOCÊ NÃO TOMA 2 CERVEJAS". Até o quinto cartaz explicando que, "COM 2 REAIS TODOS JUNTOS PODERÍAMOS CONQUISTAR UM CLUBE E MUITO MAIS". A Acerga conquistava, naquele momento, manter a idéia e o setor vivos.

A trajetória, as cobranças e as dificuldades iniciais davam mostra de que o caminho não seria nada fácil. As diretorias e os colaboradores passaram a gastar cada vez mais seu tempo familiar e de trabalho com as questões da ACERGA, que, apesar de implantada e ter tido boa aceitação dos funcionários, ainda politicamente não estava bem posicionada com a empresa.

Com um capital razoável em caixa, vindo das promoções, contribuições e patrocínios buscaram-se a alternativa da compra de um sítio, já com estrutura mínima, invertendo-se os dois mais importantes objetivos, dando-lhe uma nova dimensão a fim de conquistar novos associados.

O temor dos dirigentes da ACERGA, preocupados em oferecer um local onde o máximo de associados pudesse utilizar com bastante freqüência, e a posição contrária da diretoria da empresa, fizeram com que a estratégia da inversão dos objetivos não fosse aplicada. Pouco tempo depois perdíamos uma significativa parte do terreno do Centro de Lazer, vendido a uma construtora, com as principais instalações como: vestiários, banheiros e a quadra poliesportiva. Veio então a necessidade de se investir no Centro de Lazer, tornando-o mais bonito, higiênico, confortável e seguro, que fizesse com que os associados pudessem utilizá-lo com orgulho e, ainda, oferecer outras atividades ainda não praticadas.

No decorrer do tempo nasciam e cresciam brilhantes personagens que colocavam no mais alto posto do espírito de Grupo, o nome da empresa e da ACERGA.

Algumas histórias podem ser relatadas por pessoas que ainda estão no nosso meio e que viveram esses momentos. Mas eu, JUAN, gostaria de relatar o apoio de uma pessoa muito especial e também dois fatos dentro da atividade esportiva que não mais poderei esquecer.

O primeiro escrevo sobre o patrono, Sr. ARLY. Aos dez minutos como funcionário, responsável pelo setor Coolazer, ele chega, me cumprimenta, se identifica, senta-se à minha frente e me diz sem rodeios: "O que vocês precisarem, o que forem fazer, podem contar comigo. Deu seu ramal e localização do seu setor e saiu, desejando sucesso e boas- vindas. O primeiro e maior dos abnegados, a partir daí, ajudou na administração, no planejamento, foi técnico de voleibol, futebol, massagista, motorista, foi diretor, foi tudo. Passaram, integralmente, todos os dias da semana, de dia, de noite, e principalmente os fins de semana doando-se ao bem-estar e para a alegria de todos.

História do Esporte e Superação

A primeira é sobre uma partida de voleibol feminino, pelo Campeonato do Trabalhador, realizado pelo SESI. No decorrer do campeonato, perdemos várias jogadoras, por contusão e principalmente por dispensa das funcionárias. Apesar dos problemas e por mérito, conseguimos chegar à final. Próximo ao horário do jogo, tínhamos apenas cinco jogadoras. Para alívio, a sexta, mínimo necessário para começar a partida, chegou o que evitou perdermos por WO. Nossas seis jogadoras uniformizadas com camisa branca e verde (cores da Abril) entraram em quadra para enfrentar uma equipe completa e motivada. Nossa levantadora, Andréia, que trabalhava no Curtume, estava grávida de sete meses, com um "barrigão" que mal podia vestir a camisa, mas dava às colegas de equipe, o espírito da bravura de uma guerreira. O jogo transcorreu como era de se esperar, de forma muito disputada. No final com nossas "sete" jogadoras, vencemos uma partida memorável e fomos campeões com todos os méritos.

A segunda história é sobre o Moacir, que trabalhava na Cópia Gráfica.

Pessoa simples, humilde, de excelente caráter e de muita responsabilidade. De corpo troncudo, estatura um pouco acima da média, muito forte, meia idade e dono da maior disposição e amor ao atletismo que conheci. Abnegado e muitíssimo religioso.

Seu desafio, seu objetivo, seu prazer era correr fosse nas ruas ou em pista, não importava onde e quando, queria apenas correr. Dedicava quase todo o seu tempo livre aos treinos que fazia todos os dias no Ibirapuera, quando não, ia ele treinar nos morros e até em Campos do Jordão, nas férias ou em feriados prolongados.

Apesar de toda sua vontade, determinação e amor, sua condição de trabalhador, seu biofísico, muito rígido e pouca técnica, não lhe ajudavam muito. Nos Jogos Publicitários de 1990, lá fomos nós ao Ibirapuera defender nossas cores, correr em algumas provas de atletismo. Nosso Moacir, claro, iria correr a prova de maior distância, os 5 mil metros.

Num dia de sol e que tivemos de trocar seu horário de trabalho, fomos confiantes de uma boa participação. Uns 30 minutos antes da prova imagine qual foi minha surpresa. O nosso Moacir havia desistido; não queira mais correr. Cabisbaixo, quase chorando, declarou-me que estava com muito medo de nos envergonhar, já que todos os adversários se mostravam com muita saúde, beleza, uniformizados, cada qual com seu agasalho, sapatilhas próprias.

Na conversa, procurei acalmá-lo, retomar sua confiança. Disse-lhe que para ganhar a corrida era necessário correr, e que ali existia, sim, um único vencedor e este, tinha de acreditar, era ele. Foi preciso que acreditasse nisso. Passei-lhe a estratégia de corrida e lá foi o nosso Moacir, não sorridente, mas concentrado.

Foi dada a largada e a prova começou num ritmo forte; nosso Moarcir ao completar a primeira volta estava em 5º lugar, mantendo seu ritmo. Quando passava por mim, dava-lhe as instruções para não alterar o plano de corrida. "Segura, segura essa é sua". Chegou a ficar em sexto. Na penúltima volta, ainda mantendo sua velocidade, estava em 3º, quando passou para a volta final. Nosso Moacir mostrou que realmente tinha dentro dele o espírito do Guerreiro abençoado por Deus. Venceu a corrida de sua vida com 10 metros na frente do segundo colocado.

A alegria, o choro e os abraços não foram contidos. Ser levantado e levantar um homem, exausto e que dera o máximo de si, que venceu a si próprio, me encheu de orgulho e satisfação. Pois eu também tinha dado o melhor de mim. Ele merecia. Não sei por onde anda o "nosso Atleta". Mas sei que está vencendo.

Tantos foram os momentos em que milhares de pessoas riram, choraram, suaram, realizaram, se transformaram, amadureceram, confraternizaram e aprenderam com a Coolazer e a ACERGA. O espírito de grupo, a união, a amizade e a tolerância, fatos que propiciaram para a conquista de tantos, o respeito e o amor de muitos.

O trabalho abnegado das pessoas que sempre estiveram presentes, armadas de muito amor e doação numa luta para que todos ganhassem, é que possibilitou a chegada até aqui. Ver o sucesso do outro, a realização e a transformação sempre foram os estímulos dessas pessoas para continuar doando-se como se fosse um "vício", ajudar, ajudar, ajudar.

Viva a ACERGA, e seus associados, muitos que nem conhecemos, mas que sabemos, que merecem essa doação.

Viva a ABRIL, que, apesar das dificuldades, sempre esteve sensível, ajuda a manter a ACERGA porque pensa na qualidade de vida de sua gente. Esse também é um reconhecimento que aceitamos com orgulho.

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